A Escola de Samba Unidos de São Lucas, exalta ancestralidade e celebra um Brasil de festas pretas na avenida

A Escola de Samba Unidos de São Lucas, exalta ancestralidade e celebra um Brasil de festas pretas na avenida

A Unidos de São Lucas levou para a avenida um desfile marcado pela valorização da ancestralidade e pela força cultural. Desde a abertura, a escola deixou clara a intenção de celebrar as heranças de um povo por meio de uma apresentação contínua e bem estruturada, que se desenvolveu com clareza ao longo da pista.

O enredo “Meu Tambor é Ancestral… Heranças e Riquezas de um Povo… Um Brasil de Festas Pretas!”, desenvolvido pelo carnavalesco Anselmo Brito, trouxe à avenida uma narrativa identitária. A história foi apresentada de forma organizada, permitindo ao público acompanhar seus significados por meio da integração entre fantasias, alegorias e demais elementos visuais do desfile.

A comissão de frente coreografada por Jonathan Santos convidou o público a mergulhar em universo simbólico que seria aprofundado ao longo da apresentação.


O primeiro Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, Erick Sorriso e Victoria Devonne,  foram o destaque do desfile, desde o ensaio técnico e específicos enfrentaram adversidades climáticas ventos e chuva, no desfile não foi diferente, muita chuva e mostraram sintonia e segurança. A dança do casal foi conduzida com leveza e elegância, marcada por giros bem executados e comunicação constante, garantindo uma apresentação equilibrada e respeitosa aos fundamentos do quesito.


As fantasia e alegorias complementaram essa leitura, trazendo soluções visuais que ajudaram a destacar momentos importantes da história contada, mantendo unidade estética durante toda a passagem pela avenida.

O Abre-alas dividido em três partes, trazia uma referencia ao Tambor Ancestral, ao cultuado em Cuba  chamado de Angalu, e a terceira alegoria parte era uma referência ao tambor como símbolo do Olodum.


Na parte rítmica, a Bateria USL comandada por Andrew Vinícius sustentou o andamento do samba bom boa afinação e sustentação entre os naipes, com convenções e paradinhas que contribuíram para a dinâmica musical da apresentação. À frente dos ritmistas, pelo segundo ao consecutivo como Rainha de Bateria Pepita. Mãe, Esposa, Ativista, figura de grande representatividade, e reforça a diversidade, a pluralidade, reforçando a importância do Carnaval como espaço inclusivo para todos os corpos.

Fotos: Alessandra Domênico

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