Estado Maior da Restinga faz desfile celebrando as histórias de sua origem

Estado Maior da Restinga faz desfile celebrando as histórias de sua origem

Penúltima escola da noite, a Estado Maior da Restinga celebrou as origens do bairro de fundação da escola. Desde a ocupação histórica por moradores despejados de outras localidades aos dias atuais e os projetos sociais foram destaque do enredo “Restinga, o canto de todos os povos” do carnavalesco Luciano Maia.

Falando pela primeira vez do bairro de mesmo nome que abriga a escola, o Cisne da Restinga abriu o desfile exaltando as três etnias que ocuparam o espaço no passado: os povos originários, negros e os brancos açorianos.

O abre alas “Natureza viva em seu esplendor” fez uma leitura sobre a paisagem original verde da cidade a margem do Guaíba antes das invasões estrangeiras, menção aos momentos em que os povos originários da localidade viviam em harmonia com a fauna e flaura da zona sul da cidade.

A segunda alegoria exaltou a origem africana da região da Restinga, a escola exaltou o assentamento onde ergueu sua história.

O terceiro carro recordou os despejos e dificuldades que os moradores pobres originais da cidade central sofreram, a exclusão dos negros para as áreas afastadas da cidade sem saneamento ou condições básicas de sobrevivência foram denunciadas no setor. A Restinga alertou que ainda nos anos 60 o racismo e elitismo eram predominantes na cidade.

O último carro celebrou o processo de reconstrução do bairro da Restinga. Apesar de ainda estar avançando nos dias atuais, a escola se orgulha dos avanços nos vários aspectos sociais e organizacionais, os projetos que levam educação, lazer e qualidade de vida para a comunidade. Os jogadores Ronaldinho, Raphinha e Tinga foram homenageados como heróis que deixaram a região para conquistar o mundo. A escola recordou todo o caminho de transformação do lugar inóspito onde foram abandonados a transformação da pequena metrópole onde vivem atualmente.

No retorno de mestre Guto a frente da bateria tinguerreiros, a escola contagiou o público com coreografias bastante elaboradas durante as paradinhas. O samba dos compositores Anderson Xilico, Andy Lee, Betinho Hernandes, Victor Nascimento e Vinicius Brito foi cantado por Renan Ludwig, também um dos autores.

Texto: Pedro Carmo
Revisão: João Salles
Fotos: Rafael Tubino

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