Os ensaios técnicos realizados no Sambódromo do Anhembi no domingo, 1º de fevereiro, marcaram o encerramento da temporada de preparação das escolas do Grupo Especial para o Carnaval 2026. Tom Maior, Colorado do Brás, Acadêmicos do Tatuapé, Dragões da Real e Império de Casa Verde retornaram à pista reforçando o canto e a evolução de seus componentes a poucos dias do desfile oficial.

TOM MAIOR
A Tom Maior retornou ao Sambódromo do Anhembi para a realização de seu segundo ensaio técnico, em uma noite que teve chuva apenas no início, sem comprometer o desenvolvimento da apresentação ao longo do percurso.
A escola levará à pista o enredo “Chico Xavier. Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello.
A comissão de frente, coreografada por Ghandi Tabosa, apresentou mais uma vez um trabalho de forte impacto visual, utilizando um grande elemento cenográfico que contribuiu para a compreensão da narrativa proposta pelo enredo e chamou a atenção do público presente.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira Ruhanan Lucas e Ana Paula Sgarbi conduziu novamente o pavilhão oficial da escola com segurança, entrosamento e domínio técnico, cumprindo com maestria o quesito ao longo de toda a apresentação.
O canto da comunidade foi um dos pontos altos do ensaio, impulsionado pela interpretação de Leozinho Nunes, que faz sua estreia na Tom Maior e que demonstrou boa conexão com a comunidade.
A Bateria Tom 30, sob o comando do mestre e presidente Carlos Alves (Mestre Carlão), manteve a identidade rítmica, confirmando o trabalho desenvolvido para o desfile oficial. À frente dos ritmistas, a rainha Pâmella Gomes e a madrinha Andreia Gomes, acompanharam a apresentação com presença marcante.
De volta ao Grupo Especial, a Tom Maior será a sexta escola a desfilar no sábado, dia 14 de fevereiro, dando sequência à sua preparação para a apresentação oficial no Carnaval 2026.
COLORADO DO BRÁS
A Colorado do Brás voltou ao Sambódromo do Anhembi para a realização de seu segundo ensaio técnico, levando novamente sua comunidade à pista e reafirmando a proposta do enredo “A bruxa está solta – senhoras do saber renascem na Colorado”, desenvolvido pelo carnavalesco David Eslavick.
A comissão de frente, coreografada por Paula Gasparini, apresentou mais uma vez uma coreografia de forte apelo cênico e simbólico, explorando movimentos e ações que dialogam diretamente com a narrativa do enredo, despertando a atenção do público presente ao longo da apresentação.
A Bateria, sob o comando do Mestre Acerola de Angola, manteve precisão rítmica e bom entrosamento, executando bossas com segurança. À frente dos ritmistas estiveram a Rainha Talita Guasteli, a Madrinha Bruna Costa e a Musa Fabi Frota, acompanhando a cadência da bateria. No carro de som, o intérprete Léo do Cavaco conduziu o samba-enredo com experiência e maestria.
O casal oficial de mestre-sala e porta-bandeira, Brunno Mathias e Jéssika Barbosa, apresentou novamente uma dança marcada por vigor, sincronia e clareza de movimentos, evidenciando o cuidado com a leitura da apresentação para os jurados. Em conversa com nossa equipe, Brunno destacou que a coreografia do casal sempre foi pensada para garantir total visibilidade ao julgamento, independentemente das mudanças no posicionamento das cabines. Segundo ele, o trabalho prioriza o sincronismo e a execução completa da dança, assegurando que cada detalhe seja percebido com clareza.
A comunidade da Colorado do Brás respondeu com canto forte, animação e entrega, contribuindo para um ensaio consistente nos quesitos harmonia e evolução.
A escola será a segunda a desfilar na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, pelo Grupo Especial.
ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
A Acadêmicos do Tatuapé voltou ao Sambódromo do Anhembi no domingo, para a realização do seu segundo ensaio técnico visando o Carnaval. A escola apresentou mais uma grande apresentação.
A comissão de frente, coreografada por Leonardo Helmer, apresentou uma coreografia com leitura clara e bem definida, utilizando elemento cenográfico como apoio para a construção visual e narrativa da apresentação. O recurso contribuiu para facilitar a compreensão do desenho coreográfico tanto pelo público quanto pelos jurados.
Sobre a mudança no posicionamento das cabines de julgamento, agora distribuídas entre o nível do chão e pontos mais altos do sambódromo, o coreógrafo destacou que seu processo criativo já considera essa perspectiva. “Eu penso a coreografia de cima. Algumas cabines estão mais próximas, o que permite ao jurado observar mais detalhes, mas isso não muda a forma como eu crio”, afirmou.
O premiadíssimo casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Diego e Jussara apresentou mais uma vez um bailado em sintonia, seguro e conduzindo com elegância o pavilhão oficial da escola.
A Bateria Qualidade Especial, sob o comando do Mestre Cassiano Andrade, manteve andamento firme, com bossas e paradinhas bem executadas, recebendo resposta positiva da comunidade, que sustentou canto forte durante todo o percurso. À frente da bateria, estiveram a Rainha Muriel Quixaba e a Princesa Viviane Cristinelle.
No carro de som, o destaque ficou por conta do intérprete Celsinho Mody, que completa uma década a frente na escola onde conquistou o Bi-Campeonato de 2017-2018 e que conduziu o samba com toda técnica e potencia vocal que lhe é característico.
A Acadêmicos do Tatuapé será a quarta escola a desfilar na sexta-feira, 13 de fevereiro, pelo Grupo Especial, levando à avenida o enredo “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Santos.
DRAGÕES DA REAL
No segundo ensaio técnico realizado no Sambódromo do Anhembi, a Dragões da Real reforçou a leitura do enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”, homenagem às mulheres dos povos originários, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Freitas.
A narrativa do desfile começou a ser desenhada logo na comissão de frente, assinada por Ricardo Negreiros, que buscou traduzir em movimentos a força, a ancestralidade e a resistência das guerreiras Icamiabas.
Segundo Negreiros, a escola precisou se adaptar ao novo cenário de avaliação. “Nos últimos carnavais, com a mudança das cabines e a retirada das torres de jurados, fomos bastante afetados. Desta vez, serão três jurados do lado esquerdo da pista e apenas um do lado direito, o que é uma alteração significativa. Por isso, fizemos mudanças tanto na alegoria quanto na coreografia para atender a essas novas posições”, explicou.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira Rubens de Castro e Janny Moreno apresentou mais uma vez um bailado seguro e elegante, demonstrando entrosamento, postura e experiência na condução do pavilhão oficial da escola.
À frente do carro de som, o intérprete Renê Sobral conduziu o samba com potência e boa comunicação com a comunidade, que respondeu com canto forte e coeso ao longo de todo o ensaio.
A bateria “Ritmo que Incendeia”, sob a batuta do Mestre Klemen, manteve a cadência firme. À frente dos ritmistas, estiveram a rainha Karine Grum, a princesa Yohana Obiara e a madrinha Lexa.
O aspecto visual do ensaio também chamou atenção, com diversas alas utilizando cocares e penachos, reforçando a identidade simbólica e estética do enredo apresentado.
A Dragões da Real será a terceira escola a desfilar na sexta-feira, 13 de fevereiro, pelo Grupo Especial.
IMPÉRIO DE CASA VERDE
No segundo ensaio técnico rumo ao Carnaval 2026, o Império de Casa Verde voltou ao Sambódromo do Anhembi demonstrando foco, entrega e resposta positiva de sua comunidade. Antes da entrada na pista, o diretor de Carnaval Rogério Figueira, o Tigues, reforçou a importância do canto e da vibração dos componentes, convocando todos a demonstrarem força e união no ensaio e no desfile que se aproxima.
Para o próximo desfile, a agremiação aposta no enredo “O Império dos Balangandãs – Joias Negras Afro-Brasileiras”, criação do carnavalesco Leandro Barbosa e do enredista Tiago Freitas, que será apresentado na avenida abrindo os desfiles do sábado, 14 de fevereiro.
A comissão de frente, sob responsabilidade do coreógrafo Sérgio Cardoso, utilizou um elemento cenográfico no ensaio, recurso que auxiliou na leitura da proposta coreográfica e na apresentação do enredo.
O ensaio marcou ainda mais uma apresentação do novo casal oficial de mestre-sala e porta-bandeira, Patrick Vicente e Sofia Nascimento, que seguem encantando a comunidade e o público com sua elegância e sintonia. O casal conta com a orientação do renomado mestre-sala e instrutor Ednei Mariano.
No carro de som, o público acompanhou o intérprete estreante Tiago Nascimento, que divide a interpretação do samba-enredo com o renomado Tinga, formando uma dupla que mistura renovação e experiência.
A bateria, aclamada e reconhecida pelos sambistas paulistanos e comandada pelo Mestre Zoinho, com mais de 20 anos na escola, manteve o excelente desempenho de sempre e apresentou novidades na composição de sua corte. À frente dos ritmistas estiveram a rainha Theba Pitylla, a 1ª Princesa Victoria Santos, atual Princesa do Carnaval 2026 de São Paulo, e Sthefany Victoria, Rainha Juvenil da ASASP, que ocupa o posto de 2ª Princesa.
Ao longo de toda a apresentação, a escola manteve o ritmo e a animação, com a comunidade respondendo com um canto forte e consistente durante todo o ensaio.
Texto: Eloísa do Val
Revisão: João Salles
