A Escola de Samba Imperador do Ipiranga levou para a avenida o enredo “Bejiróó Onipé Doum – Ibeji”, desenvolvido pelo carnavalesco Rômulo Roque, que trouxe para avenida uma leitura simbólica da cultura de Matriz Africana através das crianças.
A comissão de frente, coreografada por Diego Costa apresentou uma coreografia que fazia uma alusão a “chegada das crianças ao Aye (terra) por meio da incorporação dos filhos de santo” estabelecendo desde o início o tom da narrativa que seria desenvolvida ao longo da pista.

O Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Matheus e Dani Motta demonstraram sintonia, graciosidade no bailado, executando giros bem marcados, realizando apresentação segura ao longo das 04 cabines de julgamento.
As fantasias e alegorias contribuíram para a identidade visual do desfile, combinando acabamento e funcionalidade, trazendo soluções visuais que dialogaram com o enredo e ajudaram a marcar os principais momentos da narrativa, mantendo unidade estética ao longo do percurso, destaque para o segundo carro que trouxe além de Cosme, Damião e Doum, um bolo de aniversário, em referencia ao aniversario da Escola que ocorre na mesma data que se celebra a festa dessas entidades na Umbanda.

Encerrando a apresentação, a bateria comandada por Renato Fuskão, apresentou bossas, e paradinhas levando o publico e a comunidade a cantar e sambar, mantendo boa afinação entre os naipes e convenções bem encaixadas, apesar de toda a chuva e muita garoa que todas as escolas foram acometidas.
Fotos: Alessandra Domênico
