A Escola de Samba Torcida Jovem levou a força do AXÉ à Avenida com desfile com identidade cultural marcante

A Escola de Samba Torcida Jovem levou a força do AXÉ à Avenida com desfile com identidade cultural marcante

A Escola de Samba Torcida Jovem levou para a avenida um desfile marcado pela valorização das Religiões de Matrizes Africana, e a celebração da cultura afro-baiana. 

Com o enredo “Axé – Raízes e Ritmos da Cultura Afro-Baiana”, desenvolvido pela Comissão de Carnaval, a Torcida Jovem construiu uma narrativa que exaltou as nações africanas, os Orixás e a força cultural herdada da África. O abre-alas, intitulado “Nações Africanas – Grandezas de Cultura”, trouxe forte impacto visual ao apostar no branco e preto como símbolo da ancestralidade e da base cultural.

A Comissão de Frente que representou os Nkisis, entidades sagradas do povo Bantu, a coreografia criada por Fernando Lee apostou em movimentos vigorosos, explorando o espaço cênico com segurança e introduzindo, de forma simbólica, o universo espiritual que nortearia a primeira parte da apresentação.

O experiente Casal de Mestre Sala e Porta Gabriel Vullen e Joice Cristina surgiram com figurinos que remetiam à figura de Rei e Rainha africanos, reforçando a importância da ancestralidade presentes no desfile. O casal apresentou uma dança marcada por sintonia, leveza, com giros bem executados e postura segura ao longo de todo o percurso.

A primeira parte do desfile foi dedicada aos Orixás e à Cultura Africana, estabelecendo o eixo espiritual e simbólico da apresentação por meio das fantasias e da concepção das alas. Na seqüência, o desfile ganhou um tom mais festivo ao relembrar os festejos Baianos.

Um quadripé representando os blocos de axé fez a transição para a segunda parte do desfile da  escola, que celebrou as grandes bandas de Axé Music. Essa proposta foi reforçada nas alas e no segundo carro alegórico, com o tema “A Bahia que vibra Axé”, que apresentou homenagens a nomes marcantes do gênero, fortalecendo a identidade musical e cultural do enredo.

Encerrando a apresentação, a bateria comandada por Marcelo Caverna  vestida como Malê Debalê, reforçando  a identidade afro-baiana do desfile, a cadência firme da bateria e a boa integração com o samba,  conduzido por Ivanzinho Ribeiro e sua ala musical contribuíram para a dinâmica do conjunto, fechando a passagem da Torcida Jovem pela avenida com força, coerência temática e alto astral.

Fotos: Luar Gabriel

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